6 de Julho de 2010

Design “25 de março”.

Publicado por You - Psicologia de Marcas em Valor de Marca, Institucional, Marketing, Concorrência, Ética, Investimentos, Empresas

Caros Empresários,

é cada vez maior a oferta de Design a preço de Banana, somente nas 2 últimas semanas tomei conhecimento de 2 empresas que oferecem Design a preços irrisórios. Uma oferece logomarcas a partir de fantásticos R$ 190,00! A outra oferece um curso de Dessign Gráfico onde você pode aprender a operar Photoshop e Corel Draw em apenas 4 dias e estar apto a atuar como Designer Gráfico! Fora as gráficas que oferecem criação de graça quando você fecha um serviço de impressão com elas.

Meu Deusssss do Céu!!!!!!! Será que se estes serviços - baratinhos, que ousam se colocar na área do design gráfico - dessem resultados as grandes empresas continuariam a investir grandes somas em suas marcas, embalagens e materiais de venda e promoção?! Claro que não! O que as grandes empresas mais fazem hoje em dia é cortar custos, mas nenhum executivo é louco o bastante para contratar esses falsos designers para economizar e não ter retorno de seus investimentos e ainda desvalorizar as marcas de suas empresas no mercado e perante aos seus consumidores.

Então, você pequeno e médio empresário, mire-se nas melhores marcas. Se quiser que sua empresa cresça, não caia nas promessas milagrosas de gastar pouco com Design e achar que vai dar bons resultados, invista em empresas e profissionais sérios e competentes que, por isso mesmo, valorizam sua experiência e know-how cobrando valores justos, proporcionais aos retornos que seu serviço pode dar.

Vamos mudar essa cultura de vender batatas baratinho e passar a vender Petiscos embalados com bom sabor e praticidade, em boas embalagens com boas marcas a margens de lucro maiores, pois os consumidores pagam por isso sim, desde que se sinta atraído e que veja reais benefícios no que lhe é oferecido.

5 de Julho de 2010

A Marca Brasil

Publicado por You - Psicologia de Marcas em Valor de Marca, Comportamento, consumo, Marketing

Recentemente participei de uma discussão que provocava os participantes sobre como melhorar a imagem do Brasil no mercado internacional, uma vez que ainda somos conhecidos por ser o país do futebol, das favelas e das mulheres “fáceis”. Abaixo meus comentários:

Esse tema é realmente um dos mais importantes atualmente. A solução não é simples e também não é de rápida implementação. Acho que poderíamos começar por corrigir um pouco de nossa cultura. A indústria da música, por exemplo, poderia investir mais em estilos musicais que tragam uma mensagem menos erótica. Nas últimas décadas, depois da descoberta do Axé Music, tudo que se houve no rádio e que se vê nos programas de auditório é bunda. E muita gente na indústria justifica que é isso que vende, não é verdade! O que vende é o que está à disposição, que tem maior divulgação e fácil acesso. As pessoas costumam consumir tudo que está na moda, mas quem faz a moda é a indústria.

Em termos de cultura, quem faz a moda são as empresas do entretenimento, rádio, internet, cinema, teatro e TV. Se estes canais começarem a colocar à disposição da população um conteúdo de melhor nível, com melhores mensagens e com linguagem adequada, garanto que nossa cultura começa a mudar. Se o funk não tiver tanta exposição nos meios de comunicação ele vai ficar restrito às favelas cariocas, só pra citar um aspecto.
O cinema é um divulgador de cultura e um agente de transformação extremamente poderoso, se nossos filmes não mostrassem tanta miséria, sexo e palavrões, o mundo não pensaria que o Brasil é uma imensa favela, cheia de prostitutas. O cinema deve mostrar a realidade, mas será que a realidade do Brasil é só o que acontece nas favelas? Com certeza não.

Quanto às empresas, o que os empresários e o governo brasileiros têm de entender é que o Brasil não pode ser só uma economia de commodities, a China já entendeu isso. O Brasil poderia explorar muito mais suas outras vocações e riquezas como, por exemplo, o Ecoturismo, mas um Ecoturismo bem organizado, inclusive com preços de passagem mais decentes para o mercado interno. O Rio é um dos principais destinos internacionais, mas o turista corre, o tempo todo, o risco de ser assaltado, tem farta oferta de drogas e prostituição, mas não conta com locais e serviços públicos de qualidade. No Nordeste é a mesma coisa. Tem de saber receber o turista, tem de ter melhor infraestrutura, os atendentes tem de saber falar bom inglês, no mínimo.

Os empresários tem de aprender a não focar somente em produtos baratos e sem valor agregado para fazer dinheiro com volume, tem de investir em marca bem feita, bem planejada, em divulgação competente, em embalagens de alto nível, em pesquisa e desenvolvimento, valorizar a criatividade e a inovação e, por favor, contratar profissionais habilitados para isso, valorizando seus conhecimentos com boa remuneração.

Para que o Brasil tenha uma marca de valor, essa marca tem de ser desejada e admirada pelo mundo todo, mas para isso tem de refletir as características mais valorizadas no mundo, devemos nos espelhar nas maiores e melhores economias do mundo e adicionar nossos diferenciais.

De outra forma, continuaremos fornecendo os melhores grãos de café do mundo e pagando muito caro para tomar nosso café no Starbucks e na compra de marcas italianas, como o illy Café.