22 de Novembro de 2007

E o retorno?

Publicado por You - Psicologia de Marcas em Planejamento, Valor de Marca

Muitos empresários e executivos de marketing questionam sobre o retorno dos investimentos em comunicação, principalmente comunicação institucional, de marca.

Entretanto, antes desse questionamento (que é justo) os responsáveis pela comunicação da empresa devem preparar as bases para uma avaliação futura dos retornos. Os investimentos em comunicação não podem ser feitos e decididos de acordo com a urgência e no momento em que surgem as oportunidades, os investimentos em comunicação devem ser planejados, com orçamento próprio e pelo menos 1 ano antes de serem executados.

Uma vez que estão definidos os resultados desejados, os caminhos para se chegar lá, o montante a ser investido e o tempo de retorno, aí existem condições para “tirar uma fotografia do momento” e compará-la com “a fotografia” da empresa/produto no futuro onde se quer chegar.

Isto é a comunicação de marca: planejamento, execução, controle e avaliação. Uma vez que você sabe o quanto investiu, em que investiu, pode também apurar o retorno. O retorno não vai estar somente no aumento de vendas e no aumento dos lucros, mas estará refletido também no aumento do valor dos ativos intangíveis, sendo a marca o mais valioso entre todos.

Planeje sua comunicação, avalie sua marca e saiba qual é o retorno dos seus investimentos.

26 de Janeiro de 2007

A CULTURA DE INVESTIMENTO

Publicado por You - Psicologia de Marcas em Planejamento

» Texto por Erivan Santos (*)

Caro leitor,

Como este será um espaço para falar sobre Design, Marcas e as diversas ferramentas para comunicar produtos, empresas e serviços, acredito que seja melhor começar pelo começo.

Para as empresas de comunicação, o começo é o Briefing, mas para nossos clientes esta etapa é (ou deveria ser) somente o meio de um processo que não deveria ter fim. O processo de criação e construção de uma marca.

A marca é o nascimento de qualquer negócio, seja ele qual for. Quando pensamos em qualquer negócio, inevitavelmente começamos imaginar um nome, que é o primeiro elemento de uma marca.

Mas assim como um ser humano que não começa sua existência no momento em que nasce, uma marca ou um negócio não iniciam somente quando recebem um nome. Muitos não percebem, mas nenhum negócio pode ter início sem a definição do foco de atuação e de objetivos claros, para o curto, médio e longo prazo.

O segundo passo é a previsão e o planejamento financeiro que deste momento em diante não deverá ser abandonado e nem esquecido, pois é a partir do planejamento financeiro que um empresário consegue ter noção da quantidade de recursos será necessária para alcançar os objetivos definidos, em que áreas se devem investir e o quanto deve ser alocado para cada área. Sabendo-se que, imprescindivelmente, uma dessas áreas de investimento deve ser a marca, pois ao longo do tempo e se bem cuidada, ela se tornará o ativo mais valioso de qualquer negócio.

Um abraço e até a próxima coluna.

(*) Erivan Santos (www.youcomunicacao.com) - Designer gráfico de formação, ajudou a desenvolver o departamento de embalagens do laboratório Novartis Biociências. Já atuou na área de criação de algumas das melhores agências de publicidade de São Paulo/SP. Fundou a Madhouse PackWorks em 2001 e atua também como Consultor de Marcas em sua própria consultoria, a You - Psicologia de Marcas.

26 de Janeiro de 2007

SUA EMPRESA GASTA OU INVESTE? GANHA OU PERDE TEMPO?

Publicado por You - Psicologia de Marcas em Sem Categoria, Planejamento

» Texto por Erivan Santos (*)

Estamos vivendo tempos difíceis. Um tempo em que investimento virou gasto. Um tempo em que as pessoas não investem nem em si mesmas. Não se dão tempo. Não dão atenção a pequenos detalhes, tudo é feito com pressa, e “gastando-se” o mínimo possível. As empresas têm orgulho em anunciar que fizeram lançamentos em curtíssimo espaço de tempo e com baixíssimo custo.

É uma pena, pois desde grandes construções a simples canetas, tudo é feito sem riqueza, sem charme. Me deixa triste ver que a maioria dos produtos e serviços que temos hoje são de baixa qualidade.

Esta correria “internética” tornará cada vez será mais raro ver marcas sendo construídas em razão da qualidade de seus produtos. Hoje não se contrata um bom designer, um bom decorador ou até mesmo um bom marceneiro por sua qualidade técnica, mas sim pelo preço.

Comprar pelo preço ou vender pelo preço é o que está desequilibrando a relação “custo x lucro” e fazendo com que as empresas percam a fidelidade de seus clientes.

As empresas disponibilizam produtos de baixa qualidade para reduzir custos e conseguir um preço final competitivo, aceitando margens de lucro reduzidas. Dentro destes “custos” estão os salários cada vez mais baixos que corroem o poder de compra dos consumidores que têm que abrir mão de suas preferências e comprar produtos mais baratos.

Na redução de “custos” muitas empresas englobam o que, na verdade, deveria ser classificado como investimentos: comunicação, pesquisa e desenvolvimento e design (gráfico e de produto), fazendo com que o valor de marca se perca ou nem chegue a ser construído.

Este é um ciclo vicioso difícil de ser quebrado. O problema talvez não seja tão simples de ser resolvido - afinal envolve uma imensa cadeia. Contudo, está mais do que na hora de pararmos para refletir e desacelerar, não há como ter bons lucros, conquistar a preferência dos consumidores e construir valor de marca, pagando baixos salários, reduzindo a qualidade dos produtos e mantendo o diferencial no preço.

Um abraço e até a próxima coluna.

(*) Erivan Santos (www.youcomunicacao.com) - Designer gráfico de formação, ajudou a desenvolver o departamento de embalagens do laboratório Novartis Biociências. Já atuou na área de criação de algumas das melhores agências de publicidade de São Paulo/SP. Fundou a Madhouse PackWorks em 2001 e atua também como Consultor de Marcas em sua própria consultoria, a You - Psicologia de Marcas.